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// Post de :Gustavo Storti // Em :sexta-feira, 5 de junho de 2015

Poltergeist - O Fenômeno : Foto

Poltergeist - O Fenômeno, apesar de não ser realmente um fenômeno (rs), gerou seus 800 mil ingressos só no Brasil, disputando no cinema com um filme que tem o rosto do The Rock no poster e o tão peculiar Tomorrowland. Mas iai? Vale a pena assistir o filme?

Para aqueles que não manjam nada, Poltergeist foi lançando originalmente no ano de 1982, sendo considerado um sucesso. Se está duvidando, pergunte aos seus pais quantos dias eles deixaram de dormir por cagaço do filme. Neste, a trama gira em torno de uma família que perde sua filha para o sobrenatural, que no caso são almas presas em aparelhos eletrônicos. O filme é: resgatar a filhinha sugada pela TV. E é por isso que o filme é bom.

Retornemos ao grande "fenômeno" que foi o Poltergeist lançado nesse ano de 2015. A pergunta mais persistente aqui, seria POR QUE RAIOS FAZER UM REMAKE DE UM FILME BOM? Entendo que o filme é antigo, e talvez não sirva mais para a nova geração criada à vitamina de Vingadores com pera. Entendo também que atualmente essa mania de rebootar e fazer remakes ta dando levemente certo, pelo menos dá retorno e não precisa de muita criatividade. Bem, foda-se também, decidiram fazer, ok, mas fizeram errado!!

O ideia do remake é refazer o filme, usando de novas tecnologias e "modernizando" o enredo de acordo com a época, por exemplo, no filme original não se usava celulares, wi-fi, tela plana, e interwebs. O trabalho desse filme seria atualizar todas essas bagaças...daí decidiram mexer na história.

Poltergeist - O Fenômeno : Foto Kennedi Clements
olha a luz

O filme começa super bem, atores bons, personagens estereotipados, como a adolescente rebelde, o pai desempregado, a mãe segura-barra, a menininha que fala sozinha, o closet maligno, o filho do meio que vê coisas e que a família não dá crédito etc. E o filme vai seguindo desse jeito, podem até me chamar de bonzinho, mas em terror, os esteriótipos adiantam boa parte da exploração dos personagens, dando mais tempo pras cenas assustadores. A primeira vista, o filme se revela um suspense, sem nada de extraordinário e você pensando que vai ver portas fechando, sombras se movendo etc.

Talvez esse parágrafo tenha muito spoiler, desculpa to nervoso, mas enfim, de repente, um pouco após o metade do filme, a impressão que dá, é que, trocaram os diretores e colocaram Guilherme DelToro na cadeirinha do diretor. O filme muda muito, perde as estripulias machucando o coração de quem ta assistindo. (tom dramático). Do nada, ouvimos teorias de mundos paralelos, entra em cena um caçador de espírito e o caralho à 4. Chegando ao ponto de amarrarem uma corda na cintura e pular na dimensão fantasma pra resgatar a menininha, nessas horas você se questiona, por que eu paguei caro por isso? Por que eu não to assistindo o filme que separa San Andreas no meio?

Poltergeist - O Fenômeno : Foto Sam Rockwell
Essa cena é daora.

O final do filme caga na sua cabeça, aliás antes do final verdadeiro, tivemos um final melhor, mas aparentemente quiseram continuar o filme...fazer o que né?! Eu tinha a esperança de que todos iriam morrer, "talvez a morte salvaria o filme" (tom poético), mas não, ninguém morre cara. Decepcionante. Pelo menos a corda na cintura funcionou.

Saindo do cinema, tive uma única vontade: um filme solo do Carrigan Burke, personagem do Jared Harris, um caçador de sobrenatural todo marcado por suas aventuras que inclusive tem um programa na TV. Além disso, podemos concluir que NÃO VALE A PENA IR AO CINEMA POR ESSE FILME. Assista esse filme com sua namorada ou com seus amigos em casa, vão render bons sustos e boas piadas, só isso mesmo. Um filme que tenta ser melhor que seu original, o que já era difícil e sem necessidade se provou impossível.

Antes de acabar queria fazer um adendo, a filhinha rebelde do filme é uma delicinha. Fica a dica aí: https://twitter.com/SaxonSharbino

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